INCLUSÃO SOCIAL
A inclusão visa garantir o acesso e a participação de todas as crianças, adolescente, jovens e adultos, em todas as possibilidades ofertadas pela escola e impedir a segregação e o isolamento, como foi praticado ao longo dos tempos. Essa política foi planejada para beneficiar todos os alunos, incluindo aqueles pertencentes a minorias lingüísticas, raciais e étnicas, aqueles que fazem opção sexual diferente das escolhas padrão, aqueles com deficiências ou dificuldades de aprendizagem e aqueles que se ausentam constantemente por razões de saúde.
Na inclusão, o modelo social de deficiência, baseia-se na proposição de que a sociedade e suas instituições é que são opressivas, discriminatórias e incapacitantes e que a tensão portanto, precisa estar direcionada para a remoção dos obstáculos existentes à participação das pessoas com deficiências na vida em sociedade e para a mudança institucional, para a mudança de regulamentos e atitudes que criam e matem a exclusão.
O objetivo da inclusão é promover mudanças nas escolas e no sistema educacional como um todo para responder a uma ampla gama de necessidades, celebrando a diversidade de gênero, de raça e etnia, de linguagem, de origem, de nível de aquisição de aprendizagem e deficiência. Os alunos deverão ser percebidos como sujeitos que têm diferença.
Dessa forma, podem ser apontados alguns níveis em que essas mudanças deverão ocorrer, no âmbito educacional:
Deve haver uma maior flexibilidade para a construção de propostas pedagógicas e de organização escolar;
A educação inclusiva é oferecida na sala de aula comum e é compatível com a noção de apoio especializado;
A inclusão implica que os professores têm o direito de receber preparação apropriada, na formação inicial da educação e no desenvolvimento profissional contínuo;
A inclusão indica a necessidade da alteração da estrutura física das escolas.
A inclusão representa, de fato, uma mudança subjetiva e nos valores para as escolas e para a sociedade como um todo (Mittler,2002). É um processo que deve começar bem antes de a criança ir para a escola.
É preciso estruturar a mudança da escola levando em conta o currículo, os processos avaliativos, os registros e os relatórios de aquisições acadêmicas dos alunos, as decisões que estão sendo tomadas sobre os agrupamentos destes na sala de aula, a pedagogia e as práticas docentes. Além disso, é preciso considerar as oportunidades de cultura, esporte, lazer e recreação que deverão compor o projeto político pedagógico da escola.
“...as dificuldades imprimem um ritmo, mas não impedem o desenvolvimento... Precisamos ter sensibilidade para incluir cada sujeito em sua praticidade, promovermos situações de aprendizagem e trabalharmos com a diferença...” (Eliza,2005)
quinta-feira, 28 de maio de 2009
terça-feira, 12 de maio de 2009
terça-feira, 28 de abril de 2009
Achei um site interessante sobre a nossa temática:
http://portadoresdenecessidadesespeciais.pbworks.com/Portador-de-Necessidade-Especial
http://portadoresdenecessidadesespeciais.pbworks.com/Portador-de-Necessidade-Especial
Inclusão escolar
Avaliação assistida para crianças com necessidades educacionais especiais: um recurso auxiliar na inclusão escolar
A inclusão escolar dos portadores de necessidades educativas é proposta dominante na Educação Especial e na Educação em geral nas últimas décadas, direcionando programas e políticas educacionais e de reabilitação em vários países, incluindo-se o Brasil. Exige a transformação da escola, defendendo a inserção de alunos com quaisquer necessidades no ensino regular, cabendo às escolas se adaptarem às características dos alunos, o que leva à ruptura com o modelo tradicional de ensino. Reside aqui o mérito e o início dos problemas. As instituições de Ensino Fundamental têm encontrado dificuldades na inclusão escolar, a começar pelo diagnóstico das dificuldades de aprendizagem, terminando na pouca capacitação profissional para atender pedagógica e psicologicamente essa população. Procurando contribuir neste aspecto básico do processo inclusivo - o diagnóstico da criança com necessidades educativas especiais -, a avaliação assistida se apresenta como uma modalidade de avaliação complementar à avaliação tradicional de habilidades cognitivas e lingüísticas. Esta inclui ajuda do examinador durante o processo, após uma fase inicial sem ajuda, sendo comum em pesquisa o procedimento teste-ajuda-reteste, em que o sujeito funciona como seu próprio controle. Esta modalidade de avaliação do processamento cognitivo e lingüístico favorece o desempenho e se apresenta como mais prescritiva à adaptação curricular. Utilizada especialmente na Educação Especial, esta é uma proposta de avaliação ainda pouco utilizada no Brasil, onde se encontram tipicamente trabalhos de pesquisa desde a década de 90 do século passado.
Revista Brasileira de Educação Especial
versionPrint ISSN 1413-6538
Rev. bras. educ. espec. vol.11 no.3 Marília Sept./Dec. 2005
doi: 10.1590/S1413-65382005000300003
versionPrint ISSN 1413-6538
Rev. bras. educ. espec. vol.11 no.3 Marília Sept./Dec. 2005
doi: 10.1590/S1413-65382005000300003
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